Jornal Gazeta do Sul, 20 de fevereiro de 2023

Nosso mundo está mudando rapidamente, especialmente em ternos de cultura. Novos anseios sociais e inúmeros alertas sobre nosso modo de viver. Afinal, o que é riqueza no novo século?

Gerar empregos e movimentar a economia continuam sendo premissas positivas e necessárias para o mundo dos negócios, mas não são mais uma justificativa para a geração de riqueza a qualquer custo.

No século 21 falamos muito de abundância, e qual é a diferença entre riqueza e abundância? Riqueza é a quantidade de dinheiro, posses, bens materiais e propriedades, a fortuna de alguém. Abundância é ter em excesso, mais do que se precisa. Do que? De bens materiais? Não, de tudo!!! Tempo, relações, recursos de diferentes naturezas e especialmente de tranquilidade com o fluxo da vida.

A natureza em si é abundante, fluida, perfeita. Ela oferece tudo que as espécies e o planeta precisam para viver bem.

Há muito tempo acredito que recurso material que vem fácil vai fácil. Também não acredito mais que para se ter sucesso seja preciso transformar a vida em trabalho, em acúmulo de coisas, ter 100% de foco na vida profissional e dedicação de segunda a segunda. Este é o jeito velho de pensar e viver, que custou a muitos de nossos pais a vida, no final cheia de arrependimentos.

Sucesso e riqueza não são mais representadas por fortunas incalculáveis. Também não virá dos modelos duvidosos de inovação exponencial do Vale do Silício, que já se provou insustentável a longo prazo. Inovar é incrementar, romper a forma habitual de fazer as coisas, de imaginar algo que ainda não existe a partir da inteligência projetiva.

A riqueza no século 21 será medida pela consciência, individual e coletiva relacionadas a organismos vivos, como uma empresa ou a sociedade. Ricos modernos são os que usam todos os recursos de forma correta. Compartilham, preservam, questionam, recuam, confrontam o velho jeito de viver e o modo nocivo de fazer negócios.

Ter consciência significa pensar de forma sistêmica, universal, coletiva e colaborativa. E ter menos coisas e ao mesmo tempo viver de forma mais abundante. É saber que milhões de dólares trazem milhões de problemas e às vezes centavos em felicidade.

O novo sucesso prestigia a comunidade local, cuida do consumo, quebra barreiras,  segue regras que integram meio ambiente, os anseios sociais e governança ética. As empresas “verdes” do novo mundo ganham infinitamente mais dinheiro que as demais, e são abundantes em todos os aspectos. Além disso, servem de modelo de reputação e engajamento para o mundo.

Ter menos coisas é o mais de hoje. Ser grande e rico significa fazer o dever de casa em um planeta que sangra todos os dias por causa dos desmandos humanos. Uma triste história a ser contada sobre nossa geração.

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