Jaqueline Weigel, Gazeta do Sul, 17 de outubro de 2022. 

Todas as cidades querem se transformar em um pólo de inovação e tecnologia, para assim, movimentar a economia e atrair novos atores e investidores.

Temos belas iniciativas acontecendo em nossa região, mas qual será o grande diferencial regional nos próximos 10 anos? Inovação? Tecnologia? Startups? Parece mais do mesmo, e me atrevo a dizer que, estamos com um bom atraso em termos de conhecimento e uso de ferramentas que alavancam setores para o futuro de forma exponencial.

O sucesso dos negócios no Século 21 não se resume a inovação e tecnologia. Alguns destes modelos já se esgotaram em grandes centros e no quesito inovação, o Vale do Silício já é considerado status quo ( padrão vigente), com modelos e teorias bem questionáveis.

Fora das grandes metrópoles muita coisa ainda dá certo, e o enfrentamento das mudanças radicais está sendo mais fluido. Muito ainda se debate entre ser disruptivo e manter a tradição, entre melhorar o que existe e ser ousado criando algo novo, e poucas respostas prontas existem sobre o futuro de longo prazo.

Dubai será a primeira cidade futurística do mundo, porque investe forte em futuro não apenas em inovação. Quando usamos o futuro de longo prazo como farol da inovação, podemos nos diferenciar do restante, e começar um trilha mais sólida para os próximos anos.

Para falar ou mapear futuros, é preciso ser apto em métodos acadêmicos, não em narrativas fantasiosas. Prova disso é que Dubai promoveu um encontro em 400 futuristas, como eu, para dar base aos projetos das próximas décadas.

Inovar às cegas, sem uma visão robusta de para onde se está indo e porque, é como subir em um avião sem um plano de vôo minunciosamente preparado.

Uso metodologias de exploração e  imaginação para mostrar sinais do futuro já manifestados no presente nas oficinas de futuro que faço para negócios. E a maioria ainda tem dificuldade para pensar em futuros mais ousados, ambiciosos e relevantes. Mas é treino libertar a mente.

Não há garantia de continuidade para nenhuma empresa nem destaque para uma região quando o foco é demasiado no presente. Ele engole o futuro todos os dias.

Empresas de grande porte podem desaparecer nos próximos anos, porque as premissas de negócio mudaram e porque que o mundo não aceita mais o velho capitalismo. Jovens investidores pensam de forma diferente e não investem em empresas que não se comprometem com a nova ordem do planeta, ESG, por exemplo.

Nosso parque de inovação terá o futuro pragmático na pauta, ou será apenas mais um ecossistema como tantos outros?

Em 2029, a tecnologia que usamos agora deve subir um nível e mudar radicalmente sua curva de evolução, fazendo com que a inovação atual pareça passado remoto. Para estar na crista da onda, é preciso calcular a rota com precisão.

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