Jaqueline Weigel, futurista, para Jornal Gazeta do Sul, 03/04/2023

Na semana que passou, o Rio Grande do Sul sediou pela segunda vez o South Summit, evento que acontece anualmente em Madrid, Espanha. A palavra Summit significa trazer ou reunir o melhor e mais atualizado conteúdo de algum tema, que no caso do South Summit, é a inovação. A agenda brasileira está recheada de eventos desta magnitude, para quem quer se aproximar e entender melhor o que significa inovar na era digital, e para quem está engajado na prática a construir um futuro brilhante.

A inovação sempre existiu, a incremental especialmente, que significa melhorar algo que já existe ou lançar um novo produto dentro do segmento que o negócio atua. A inovação disruptiva vem ganhando espaço desde 2016 com a convergência e a combinatoriedade das três categorias tecnológicas: a física, a biológica e a digital.

O Vale do Silício foi um polo importante neste chamado global de movimento por um mundo melhor, mas na Europa, Ásia e entre alguns futuristas americanos inclusive, as fórmulas prontas do ecossistema americano sempre foram muito questionadas, por parecerem um show com propósitos duvidosos e movimentos que no fim se provaram apenas  mais uma forma de ganhar poder e dinheiro. Estamos começando a ver o resultado do “acelerar e quebrar tudo”: quebras de banco, recuo da tecnologia, fraudes e inúmeros outros problemas de ética e perenidade.

Em Porto Alegre, à beira do Guaíba, um mar de gente coloriu o evento com troca de informações, conhecimento, relacionamentos e viu na vitrine as grandes iniciativas que mostram o quanto a inovação disruptiva já se tornou a cultura vigente do planeta. Nossa região foi muito bem representada, por escolas, entidades, empresas e inovadores locais, engajados em fazer parte deste movimento sem precedentes.

A imersão que se tem quando se navega por diferentes tribos, é de que a consciência de um grande número de pessoas já expandiu, e este “novo mundo” não aceitará mais o jeito de viver e produzir tradicional. Visões de longo prazo, propósito e engajamento em causas sociais, impactos múltiplos  criados pelos negócios e seus produtos na sociedade, governança ética e compromisso com sustentabilidade em todos os aspectos se tornaram temas inegociáveis.

Um dos dilemas mais comuns é o de convencer a velha guarda, que ainda movimenta o sistema de poder e finanças a aderir a este movimento, e talvez, só quando a atual geração de liderança for trocada isto aconteça massivamente. Criamos uma sociedade doente, um planeta devastado. Temos milhares de oportunidades de construir um futuro memorável, mas um pequeno grupo ainda não entendeu a força coletiva de mudança do Século 21.

Diversidade, inclusão, responsabilidade e boas escolhas são os ingredientes que farão negócios e profissionais atingirem prosperidade verdadeira daqui para frente, que está muito além de ter dinheiro, é ter abundância em todos os aspectos da existência, inclusive financeira.  E a inovação é nosso único caminho para um mundo mais digno e feliz para todos os seres.

Saiba mais sobre a Casa21, expert em #Foresight e #FuturesStudies no Brasil.

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